sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um dia


Um dia ainda hei-de beijar os teus lábios...Talvez um dia.
Só me resta esperar. Only time will tell

sábado, 12 de dezembro de 2009

Um dia na vida de uma alcoólica

“Olá, eu sou a Ana e sou alcoólica”. Sou alcoólica.
Não me é fácil admitir.
Tudo começou há uns dois anos atrás quando experimentei a minha primeira cerveja e o primeiro cigarro com amigos. Não parecia nada demais, mas com o passar do tempo fui sentindo necessidade de continuar por aquele caminho.
Por isso continuei até chegar a caminhos contínuos. Comecei a beber enquanto fumava e o álcool mostrou ser muito mais eficaz.”Olá, sou alcooólica.”
Não vos conto porque é que estou aqui hoje. Sou assim, queria muito ser a melhor e sempre que bebo sinto-me a melhor de todas. Sinto-me fraca hoje.
Não bebo há dois dias e estou a ficar maluca. Os problemas amontoam-se e a minha garrafa ainda está meia cheia.
Mas então vou contar o porquê disto tudo: quando eu era pequena, o meu pai batia-me e um dia a minha mãe fugiu comigo para longe daquela casa infernal. Ainda tenho marcas desses dias. Cinco anos passados de não o ver, a minha mãe adoeceu e o meu pai reentrou na nossa vida. Digo adoeceu mas ela não estava doente, não fisicamente.
Só aos 16 anos é que consegui ver-me livre daquela prisão. E depois encontrei o meu amigo.
“Olá, como estão hoje? Eu sou a Ana… já não bebo há dois dias e estou…sinto que preciso do meu amigo, sabem? Temos um amigo em comum, nós todos aqui, nesta sala pérfida.”
Sou livre, faço as minhas escolhas, mas hoje sinto-me fraca. Hoje comprei uma cerveja e deitei--a pelo ralo abaixo. Não fiquei mais feliz por isso, mas pensei que talvez assim conseguisse viver mais um dia. Só mais um… Sinto que desaparecerei se não me curar.

“Sabem?”

“Sim, sabemos. Sentimos o mesmo que tu, Ana”

“Estou aqui hoje para dizer que não bebo há dois dias, e espero sobreviver até ao terceiro.”


Um dia na vida de...

A partir de hoje vou dedicar o meu tempo a escrever textos do género de testemunhos intitulados "um dia na vida de". São relatos totalmente ou parcialmente ficcionais. Espero que gostem ;)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Oh, she


She's cralling back to him
like a little maniac

She does that same old dance for him
and he screams like a freak

She tries to ignore
but she can not resist
because his touch is hard to miss

Just tell me:
Why does she dragging her soul?
Why does she do it to feel it all?
She's just trying to belong

Fine in her world
but that is not enough

That's not alright
not okay

She's a vagabond
A little big hore
She knows it all
she knows how to switch you on

But just tell me
Why is she dragging her soul?
Does she do it to feel it all?
She's just trying to fit in
She's just trying to be the only one

wrists are cut



I'm gonna cut my wrists so I know I could be a better person
I'm gonna cut my wrists so I can feel alive
I'm gonna be that person who knows everything
I'm gonna be that person for tonight
I'm gonna shut you up so I can see the greater picture
I'm gonna feel you now
'Cas wrists are cut, so I have to say
''Goodnight...''

sábado, 3 de outubro de 2009

Homossexualidade = sangue?



Foi com indignação que relembrei um facto chocante: os homossexuais estão proibidos de doar sangue no nosso pais.
Não é só no país à beira mar plantado que tal discriminação acontece. Países tão evoluidos como a Inglaterra têm a mesma lei.
Agora vejamos: quando uma pessoa vai doar sangue é-lhe perguntada a sua orientação sexual. E eu pergunto : porquê? Estaremos nós a ceder aos padrões estereotipados de que uma pessoa homossexual é mais promíscua que uma heterossexual? Será que não há promiscuidade no seio da comunidade heterossexual?
Pois parece que não.
Em vez de ser perguntada a orientação sexual devia-se antes perguntar os hábitos sexuais do individuo doador de sangue. Ou então não perguntar sequer, porque quando um possível doador "voluntaria" um pouco do seu líquido vermelho, são-lhe feitos extensos exames para ver se o indivíduo padece de alguma doença. O medo de que a percentagem de homossexuais infectados com HIV/SIDA seja maior que a de heterossexuais não se justifica nesta situação. Senão, para que servem os testes?!
É portanto necessário que as pessoas se insurjam contra esta proibição. Porque ninguem que quer salvar uma ou mais pessoas se quer ver humilhada e discriminada.